A corrida eleitoral de 2026 começou bem antes de o calendário virar oficialmente. A velocidade das articulações políticas dá a clara impressão de que a campanha nas ruas também poderá ser antecipada, ainda que o conteúdo formal de propostas e compromissos com instituições precise obedecer ao prazo definido pela Justiça Eleitoral, ou seja, a partir de 16 de agosto, 45 dias antes do pleito.
Entre os três principais pré-candidatos ao Governo do Estado, dois já apresentaram chapas completas. De um lado, Álvaro Dias definiu Babá Pereira como pré-candidato a vice. Do outro, Allyson Bezerra anunciou a composição com Hermano Morais. Já Cadu Xavier, embora reafirme que será o candidato governista, ainda não bateu o martelo sobre o nome que completará a chapa, indicando apenas que deverá ser uma mulher.
Um aspecto relevante deste momento pré-eleitoral é a necessidade de cautela absoluta por parte de quem tem pretensões políticas. Cada palavra dita e cada gesto praticado passam a ser observados com lupa. Qualquer ação que ultrapasse os limites da legislação eleitoral será prontamente questionada e fiscalizada pelos adversários. Antes mesmo do pedido explícito de votos, as assessorias jurídicas já estão em campo, e trabalhando intensamente.
Esse cuidado não se restringe às disputas majoritárias, como Governo e Senado. Ele também se estende às eleições proporcionais, envolvendo Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, onde o ambiente jurídico e político será igualmente rigoroso.
Há ainda um elemento novo e estratégico neste ciclo eleitoral: a eleição indireta, conduzida pelos deputados estaduais, que escolherá um governador e um vice para um mandato tampão. Trata-se de uma oportunidade concreta de poder, e cada grupo político busca ocupar esse espaço, mesmo que por um período curto.
A partir de agora, nada é improvisado. Cada movimento é calculado, cada declaração é pensada e cada gesto é articulado com elevado grau de profissionalismo. A eleição ainda não começou oficialmente, mas já começou.




