Vivemos a era da informação. Nunca foi tão fácil produzir conteúdo, compartilhar opiniões e acessar dados em tempo real. Paradoxalmente, nunca foi tão fácil também mentir em grande escala. As chamadas fake news deixaram de ser fofocas, ou seja, apenas boatos espalhados em rodas de conversa nas calçadas e se transformaram em instrumentos sofisticados de manipulação. O tribunal da internet usa os argumentos das fake news para julgar e cancelar as pessoas.
Fake news não é erro de apuração. Não trata-se de opinião divergente. Alguns avaliam ser interpretação diferente de um fato. Na verdade, fake news é a mentira com estrutura pensada, com método e estratégia. Sempre com um objetivo e público-alvo. É a forma de distorção intencional da realidade para influenciar comportamentos, atacar reputações ou gerar instabilidade política e social.
Vocês já notaram que a mentira circula mais rápido que a verdade? Um conteúdo sensacionalista, que provoca indignação ou medo, tem mais chances de ser compartilhado do que uma análise equilibrada e fundamentada.
O uso político é o mais comum neste período. Isso porque, qualquer Eleição hoje em dia, pode ser contaminada por narrativas falsas e assim, Políticas públicas podem ser sabotadas por campanhas de desinformação. O cidadão comum, muitas vezes sem ferramentas para checar informações, torna-se refém dessas versões fabricadas.
A internet é livre, mas liberdade não é licença para mentir deliberadamente e causar dano coletivo. A imprensa que noticia e opina não pode compactuar com isso. Informação falsa, quando disseminada com intenção, deixa de ser opinião e passa a ser MANIPULAÇÃO.
Não é fácil combater as fake News, mas é preciso cobrar rigor profissional de quem diz fazer imprensa. É preciso haver uma educação midiática da população. Sem isso, continuaremos presos a uma guerra de narrativas onde o fato importa menos do que o engajamento.
A verdade não pode deixar de ser referência.



