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terça-feira, 18 de junho, 2024
Por Vonúvio Praxedes
terça-feira; 18 junho - 2024

Senador Rogério Marinho pede ao TCU investigação por suspeita de desvio de função na Polícia Federal

O líder da oposição no Senado denuncia que a designação do Delegado Thiago Severo para Europol pode estar ligada a pressões políticas

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O senador Rogério Marinho (PL-RN) pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) a suspensão imediata da designação do delegado Thiago Severo de Rezende como Oficial de Ligação junto à Agência da União Europeia para a Cooperação Policial (Europol), em Haia. Em representação encaminhada na terça-feira (4), o líder da oposição no Senado denuncia que a designação pode estar ligada a pressões políticas e a uma mudança repentina no entendimento de um inquérito que envolve familiares do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O senador destaca que o delegado inicialmente responsável pelo inquérito que investigava suposta hostilização aos familiares de Moraes, Hiroshi de Araújo Sakaki, não indiciou os integrantes da família Mantovani, em razão de norma interna e por considerar o crime de menor potencial ofensivo. No entanto, após sua substituição por Thiago Severo de Rezende, houve um novo relatório indiciando os familiares por crimes contra a honra com agravante. Rogério Marinho sugere que a designação de Rezende para a Europol foi, portanto, uma forma de assegurar um relatório favorável ao entendimento de autoridades influentes.

A representação destaca o apoio público a Moraes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro Flávio Dino, do STF, o que poderia ter influenciado a mudança de postura da Polícia Federal e de seu diretor-geral, Andrei Passos. Neste contexto, o líder da oposição compreende que a designação de Thiago Severo à Europol não respeitou os princípios da impessoalidade e da moralidade, ja realizada em desvio de finalidade. “Todos esses acontecimentos, fartamente provados, indicam a violação dos princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, além da falta de coerência lógica na condução dessa investigação, que coloca em risco a credibilidade da instituição Polícia Federal”, argumenta o senador na representação.

Além da suspensão da designação de Thiago Severo de Rezende, o senador solicita ao TCU uma auditoria completa na gestão do Departamento de Polícia Federal (DPF) para garantir a transparência e a moralidade administrativa. Rogério Marinho acredita que a medida é necessária para assegurar que as ações da Polícia Federal não sejam influenciadas por interesses políticos e que a integridade das instituições públicas seja mantida.

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