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Mossoró
sábado, 24 de janeiro, 2026
Por Vonúvio Praxedes
sábado; 24 janeiro - 2026

Ano eleitoral, 2026 começa com favoritos, indefinições e partidos sob pressão

Nenhum nome entra imbatível. Nenhum partido está confortável

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O ano de 2026 começa com o cenário político do Rio Grande do Norte longe de qualquer definição confortável. Há nomes postos, movimentos em curso e, sobretudo, partidos tentando sobreviver a um ambiente de desgaste institucional, crise fiscal e desconfiança do eleitor.

Entre os pré-candidatos mais visíveis está Allyson Bezerra, que entra no ano como um dos principais polos de atração eleitoral. A força administrativa em Mossoró, a comunicação direta com a população e o discurso de gestor o colocam como nome competitivo. O desafio será estadualizar sua imagem, construir alianças sólidas e lidar com a inevitável artilharia de quem tentará desconstruir sua gestão fora da capital do Oeste.

No campo da oposição ao governo estadual, Rogério Marinho segue como figura central. Tem recall eleitoral, estrutura partidária e trânsito nacional, mas enfrenta um ambiente menos favorável do que em ciclos anteriores. Seu desafio é ampliar pontes no Estado, reduzir rejeições e apresentar um discurso que vá além da crítica ao PT, dialogando com problemas concretos do RN.

Pelo sistema governista, o nome mais citado é Cadu Xavier. Técnico, identificado com a área fiscal e com a governadora, ele representa continuidade. O problema é justamente esse: carregar o peso da crise financeira do Estado, do congelamento salarial e das dificuldades de investimento. Transformar um perfil técnico em candidatura competitiva é uma das tarefas mais complexas do campo governista.

Outros nomes orbitam o debate: Álvaro Dias ainda é lembrado pelo capital político acumulado em Natal, mas precisa decidir se entra de fato no jogo estadual ou se permanece restrito à capital. Carlos Eduardo Alves vai conseguir viabilizar uma candidatura majoritária? Mesmo sem querer poderá mirar uma vaga na ALRN.

Nos bastidores, o MDB vive seu próprio dilema, com Walter Alves no centro das discussões. Assumir ou não o governo, disputar ou não eleições, liderar ou apenas compor. O partido tem peso municipal, mas precisa decidir se será protagonista ou apenas peça de encaixe em projetos alheios.

Este ano começa com favoritismos relativos e muitos riscos. Nenhum nome entra imbatível. Nenhum partido está confortável. A eleição será menos sobre carisma e mais sobre alianças, discurso econômico, capacidade de gestão e leitura correta do humor social. Quem entender isso primeiro larga na frente em busca do voto.

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