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sexta-feira, 27 de fevereiro, 2026
Por Vonúvio Praxedes
sexta-feira; 27 fevereiro - 2026

Coluna Dilemas: O que a metamorfose repentina é capaz de ensinar

O tempo foi evidenciando que a rotina agora era outra

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Por Alexandre Fonseca

Impedido de sair de casa por conta de uma gripe inesperada, peguei meu nebulizador, o resto de soro fisiológico que tinha, posicionei algumas almofadas apoiando as costas, liguei o notebook e iniciei minha jornada literária, enquanto o barulho da inalação preenchia os meus pensamentos.

Vamos lá…

Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, completa exatamente uma semana de uma mudança estrutural no meu ambiente de trabalho. O dono deste site (Diário Político), Vonúvio Praxedes, deixava de integrar, por decisão própria, o time de colaboradores do Grupo TCM.

Em cálculos absolutos, foram 13 anos, 4 meses e 20 dias atuando na empresa. Dos 13, convivemos diariamente por quase 10 deles. Foi em janeiro de 2020, inclusive, que fiz a estreia desta coluna (Dilemas). Vonúvio me deu espaço, confiança, resultando na publicação de diversos textos sobre minhas vivências e opiniões com plena autonomia.

Virou meu amigo, conselheiro, me direcionou em algumas decisões profissionais, me orientou na vida, me apoiou. Escutou sempre que tive algo a dizer e com bastante atenção.

“Tô brigado!”

Na segunda-feira após a sua saída, a redação de jornalismo estava com uma cadeira vazia bem no centro da última mesa. A característica movimentação cessada, nada de barulho de tripé e nem aquela voz imponente dizendo: vou gravar. O tempo foi evidenciando que a rotina agora era outra.

O tempo escancarou também, o quanto a vida é passível de mutações e que a gente pode tentar caminhos distintos, mesmo que pareçam longínquos. Muitos foram pegos de surpresa com a sua escolha, porém, é na habilidade de enfrentar novos desafios, que somos capazes de descobrir mundos e até viver propósitos não idealizados.

Particularmente, tenho questões problemáticas com novas configurações sociais. O comodismo tem o poder do conforto velado e nem sempre acho interessante estourar a bolha. Costumo pensar muito antes de definir resoluções, tanto, que se não desisto, quem está esperando pela resposta, desiste por mim.

Após me tornar adulto, venho tentando aprimorar, amadurecer e ainda cometo falhas estratosféricas. Surge então, alguém do meu dia a dia e me mostra como gerar uma metamorfose repentina, desenvolvendo um futuro estimado, com firmeza e dignidade.

Óbvio que devemos ter o zelo como parâmetro, seja em um projeto pessoal, no cuidado com a saúde, no lazer, no trabalho, em qualquer esfera. Não obstante, se a oportunidade foi apresentada, avalia bem e segue com a decorrência do seu próprio veredito.

O que modifica, com toda certeza, assusta! Mas, precisamos lembrar que tudo no início é uma caixinha de incógnitas e que, ainda assim, somos seres adaptáveis. Talvez, a vida na mesmice não garanta uma boa história pra contar e muito menos uma felicidade plena. Se estiver com alguma situação em aberto, aguardando um parecer, possivelmente seja agora o momento de decretar o “sim” ou o “não”.

A você que está lendo, ao Vonúvio e a mim, que a gente possa percorrer por uma estrada de enfrentamentos evolutivos e que no final dela, encontremos bons resultados. Jamais esqueça que a sua narrativa importa mais do que qualquer outra. Somos transformação!

Alexandre Fonseca é jornalista, cineasta, escritor e produtor cultural.

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