29 nov 2017

PSDB não faz mais parte da base aliada de Temer.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta quarta-feira (29/11) que não considera mais o PSDB como um dos partidos da base de apoio ao governo no Congresso. Padilha afirmou que, ainda assim, o governo espera que os tucanos demonstrem apoio à reforma da Previdência “pela história do PSDB“. “A reforma se encaixa plenamente [no projeto do PSDB]. Acho perfeitamente defensável pela história do PSDB“, declarou.
Eliseu Padilha não considera maos o PSDB como aliado.
O ministro disse o governo “já chegou no osso” e não deve fazer novas mudanças no texto da reforma da Previdência além do que já foi apresentado e divulgado nas propagandas oficiais. O mesmo se aplica, segundo Padilha, às mudanças sugeridas pelos tucanos para votar a reforma.
“A posição do governo é não dar apoio a novas alterações [no texto da reforma da Previdência]. Já fizemos concessões muito grandes”, disse o ministro sobre as mudanças propostas pelo PSDB.
O auxiliar de Michel Temer joga duro. Passa o recado de que o PSDB, a julgar por sua história e os ideais defendidos, tem o dever de apoiar a reforma da Previdência. Segundo Padilha, “desde o início [o PSDB] tinha compromisso com a reforma“. ” A gente conta que eles mantenham o compromisso“, declarou.

REFORMA MINISTERIAL E ELEIÇÕES 2018
Eliseu Padilha afirma que o PMDB buscará, com sua base de apoio no Congresso, formar uma aliança para defender o que ele chama de “legado de Michel Temer” nas eleições presidenciais de 2018. Base de apoio que, segundo o ministro, não conta com o PSDB.
“Vamos fazer de tudo para manter a base de governo e 1 projeto único de poder para 2018, mas o PSDB não está no governo”, disse.
Segundo o ministro, a única condição imposta pelo PMDB é a defesa do governo. Isso seria feito entre os aliados mais próximos no momento, uma aliança de centro-direita entre partidos como DEM, PP, PSD e PR.
Não estamos excluindo ninguém. Mas a ideia é nós termos dentro da base de apoio ao governo candidatura que possa representar esse legado. Vamos admitir que o candidato do PSDB defenda o legado do governo, abre-se a possibilidade[de o PMDB apoiar o PSDB em 2018]”, afirmou.
Mesmo assim, o ministro disse que caberá a Michel Temer fazer alterações na Esplanada a partir do desembarque cada vez mais próximo do PSDB. Padilha disse que ministros tucanos poderão ser mantidos no governo caso o presidente decida.
ORIENTAÇÃO PARTIDÁRIA SOBRE REFORMAS
O ministro da Casa Civil afirmou que o governo não espera que partidos aliados determinem posicionamento favorável à reforma da Previdência.
Não posso mais ter muitas ilusões ingênuas [sobre o apoio dos partidos à reforma da Previdência]. Se fôssemos propor o fechamento de questão sobre este tema, não seria bem sucedido. Não se tem condição de ter 100% [dos votos]dos partidos. Vai criar 1 constrangimento desnecessário. Não vamos forçar que a base de sustentação venha a pensar em fechamento de questão“, declarou.

 Fonte: Poder360

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