10 nov 2021

Os bastidores da notícia sobre o aeroporto de Mossoró; alguém falhou feio

Foi com perplexidade que alguns poucos servidores do DER – Departamento de Estradas e Rodagem – órgão do Governo do RN, receberam a informação sobre a suspensão dos serviços da Infracea no aeroporto de Mossoró nessa terça-feira (09/11). A excelência nos serviços prestados pela Infracea nunca foi questionada pelo executivo Estadual, inclusive, sempre foi elogiada justamente por causa do cumprimento contratual rigoroso, mas alguém falhou e falhou feio.

Com toda documentação entregue no tempo certo e sem ter qualquer questionamento do Governo do Estado, porque chegou-se a este ponto? Quem deveria ter feito a sequência de pagamentos e não fez? A Governadora Fátima Bezerra vai agir para que episódios semelhantes não aconteçam? A certeza é que não faltou dinheiro e a dívida acumulou em 477 mil reais.

O aeroporto de Mossoró não pode fechar, este é entendimento tanto da população, quanto classe política. Seria um retrocesso enorme para várias áreas da economia no interior do Estado, mas alguém falhou e falhou feio.

Desde o primeiro momento em que o jornalismo TCM e este Diário Político ficaram sabendo da decisão da Infracea, o rito comum do jornalismo foi seguido para checagem da notícia. Tivemos acesso ao comunicado da empresa enviado a Azul Linhas Aéreas. Seria a suspensão voos domésticos diários na cidade com ligação entre Mossoró – Natal – Recife. Um dos diretores da companhia aérea instalado na capital pernambucana chegou a entrar em contato com o DER em Natal cobrando explicações urgentes, visto que a suspensão dos voos causaria prejuízos milionários, além de descredito dos clientes diante da Azul.

A questão estava sendo debatida de forma acelerada em tempo real entre as autoridades empresariais e políticas em Brasília – Natal – Pernambuco e Dinamarca (país onde a Governadora cumpre agenda).

No comunicado enviado pela Infracea a Azul era clara a mensagem de suspensão dos serviços a partir da quinta-feira, dia 11, com “Alerta de Segurança Operacional”:

“Tendo em vista inadimplência contratual do Departamento de Estradas e Rodagens – DER vinculado ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte, que se perdura há 3 meses, a INFRACEA Aeroportos se encontra impossibilitada de manter o comprometimento expresso, estabelecido na política de segurança operacional, de garantir provisão dos recursos humanos e financeiros necessários para execução de ações estabelecidas para controle dos riscos e manter a segurança operacional do aeródromo dentro de níveis aceitáveis pela Agência Nacional da Aviação Civil – ANAC”.

O Governo do Estado disse por meio de nota – depois da divulgação da informação – que providenciou a quitação da parcela correspondente ao mês de setembro, enquanto que a parcela do mês de outubro se dará até o final do presente mês.

Ao rever a decisão de suspender as atividades a Infracea mandou um recado:

“É lamentável que tenhamos que chegar a este nível de tratativas. Aos nossos clientes, parceiros e passageiros, comunicamos que vossos voos regulares serão mantidos conforme programação anterior e que seguiremos garantindo o mais alto nível de segurança e qualidade na prestação dos serviços, que atualmente ultrapassa mais de 2 anos, com aumento da frequência e alta taxa de ocupação, mais de 9 anos em todo o Brasil e mais de 30 anos de toda uma vida de nossa diretoria, dedicada à operação aérea”.

Pelo que apuramos a Governadora Fátima Bezerra (PT) não sabia dos atrasos do DER com a Infracea Aeroportos, mas no Departamento alguém sabia e tinha a obrigação de encaminhar os pagamentos e não fez.

No Departamento de Estradas e Rodagem do RN alguém falhou e falhou feio. Quem?

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