06 jan 2019

O poder dos aliados depois de uma eleição vitoriosa

QUESTÃO DE OPINIÃO

O que devemos esperar de alianças políticas depois de um processo eleitoral exitoso? Acredito que reconhecimento aos membros destes partidos basta, mas além disso alguns aliados de primeiro momento devem ser recompensados como forma de garantir a permanência no mesmo lado e até maior engajamento num projeto que se inicia. Aí surgem duas situações conspiratórias : 1 – se o cargo oferecido não tiver a importância almejada existe inconformismo, trato mesquinho e no futuro, propenso adversário ou traidor (na política isso é normal) e 2 – se for mais que o merecimento e houver relevância de tal cargo forma-se então a possibilidade de empoderamento e quem sabe até, com o passar dos meses, a formação de um novo adversário. É claro que dentro destas duas situações isso pode não acontecer, mas o ponto chave da questão vemos adiante.

Durante a campanha eleitoral esses partidos aliados e seus filiados possuem função importantíssima, o que virá a ser tema de outros textos.

Existe um momento certo para definição de cargos para os que estão próximos. E isso pode ser no começo da gestão, ainda no processo de transição de governo onde os potencialmente líderes, de conhecimento administrativo e funcionalidade estratégicos ficam logo assumem. Tem o momento das “sobras” com as devidas aberturas políticas para cargos de 2° e 3° escalão. Talvez esta seja a hora de aliados partidários entrem na gestão de forma colaborativa política, onde requisitos técnicos podem não seguir como exigência ou obrigatoriedade.

2020 é logo alí, tenho dito. Por isso, tais colocações são necessárias. Político sem mandato é mero cidadão sem superpoderes e como um de nós qualquer não possui facilidades que os auxilia na conquista do voto. Político sem mandato, mas com cargo comissionado que o coloca em visibilidade diante de seu público alvo é algo que aquece e enche sua veia eleitoreira. Nada como uma diretoria de órgão público ou coordenação de setor e até mesmo adjunto de Secretaria para os que almejam candidatura ao legislativo ou executivo municipal no próximo ano. A hora é agora.

Uma lição ainda cedo de ser tirada a prova no Governo Fátima Bezerra é sobre sua forma de corresponder aos partidos que deram suporte a sua trajetória de sucesso nas urnas. Ao que parece, tirando como exemplo, o PCdoB ainda luta por espaço e não basta ter um vice-Governador, a parceria dos companheiros na administração PTista ainda está apagada, talvez de propósito, afinal, política é Poder.

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