14 maio 2021

Manifesto do partido Podemos cobra votação da prisão em segunda instância

As bancadas do Podemos na Câmara e no Senado divulgaram manifesto cobrando a votação de propostas que restabelecem prisão após condenação em segunda instância no país. A nota foi assinada pelos líderes do partido no Congresso, senador Alvaro Dias (PR) e pelo deputado federal Igor Timo (MG).

Nesta semana, completaram-se 550 dias desde a mudança de entendimento que proibiu o cumprimento de pena por condenação criminal determinada por órgão colegiado.

 

Leia o Manifesto na íntegra

Na última segunda-feira (10), completaram-se 550 dias desde que foi proibida a possibilidade de cumprimento de prisão após condenação em segunda instância em nosso país. A mudança de entendimento atingiu o coração da agenda anticorrupção no Brasil.

Essa reinterpretação fez do Brasil o único país dentre os 194 que fazem parte da Organização das Nações Unidas (ONU) que não admite a prisão em segunda instância.

Enquanto matérias como a segunda instância e a PEC do fim do foro privilegiado ficam “emperradas” no Legislativo, o país que foi às ruas para varrer a corrupção observa o desmantelamento da Lava Jato e anulação de sentenças da maior Operação de combate à corrupção da história do nosso país; lei do abuso de autoridade; criação do juiz de garantias; e, mais recentemente, a chamada “PEC da Vingança”, que altera a composição do Conselho Nacional do Ministério Público.

No Congresso, tramitam duas propostas que restabelecem o cumprimento da prisão após condenação em segunda instância. O projeto de lei 166/2018, do senador Lasier Martins, do nosso partido, o Podemos, que, coincidentemente, na data de hoje, completa 1 ano e 5 meses desde que foi aprovado pela CCJ do Senado e está pronto para votação em plenário; e a PEC 199/2019, que teve seus trabalhos retomados no mês passado na Câmara.

Para um país que obteve importantes conquistas nos últimos anos em direção ao combate à corrupção, conviver há 550 dias com tamanha insegurança é tempo demais. Não se deve confundir presunção de inocência com a garantia de impunidade e a certeza de que “o crime compensa” no Brasil. Quando se trata de combater a corrupção só há um caminho: avançar e avançar.

Portanto, o Congresso, seja por meio da Câmara ou do Senado Federal, precisa urgentemente devolver a esperança para os brasileiros, votando e aprovando a prisão após condenação em segunda instância.

Não dá mais para esperar. Segunda Instância, Já!

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