23 maio 2019

Câmara derrota governo e tira Coaf das mãos de Moro; confira votos dos Deputados do RN

Via Jornal O GLOBO/ Diário Político

BRASÍLIA — A Câmara dos Deputados derrotou novamente o governo na noite desta quarta-feira e aprovou, por 228 a 210 votos, a transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça para a pasta de Economia, contrariando Sergio Moro, que queria manter controle sobre o órgão. Apesar disso, ao votar a Medida Provisória (MP) 870, os deputados mantiveram a estrutura do governo, com 22 pastas.

Logo após a votação, Moro lamentou a decisão da Câmara .

— Lamento o ocorrido. Faz parte do debate democrático. Agradeço aos 210 deputados que apoiaram o MJSP e o plano de fortalecimento do Coaf — disse o ministro à colunista Bela Megale.

O Deputado Federal General Girão (PSL/RN) publicou em suas redes sociais a votação da bancada potiguar. Dos 8 parlamentares, cinco votaram, sendo que 3 a favor da permanência (voto SIM) do COAF com Moro e 2 contrários (voto NÃO) do conselho de controle na pasta da economia. Houve três abstenções na bancada do RN.

Reprodução: Instagram General Girão

Antes da apertada votação do destaque do Coaf, parlamentares do PSL usaram a tribuna para discursar contra a corrupção e apoiar as manifestações a favor do governo Jair Bolsonaro, marcadas para o próximo domingo. Enquanto transmitiam ao vivo a fala do deputado Filipe Barros (PSL-PR) pelo celular, os parlamentares foram vaiados pela oposição e deputados de centro.

— As manifestações são do povo brasileiro! Não são antidemocráticas! — discursou Filipe Barros.

Na comissão que analisou o tema no início do mês, centrão e da oposição se uniram para defender a mudança no Coaf e a transferência da Funai (Fundação Nacional do Índio) para a Justiça.

Os únicos partidos que orientaram o voto a favor de Moro, além do PSL, foram Podemos, PROS, Cidadania, NOVO e PV. PSD e PSDB liberaram a bancada para votar como quisesse. Ao justificarem o voto, líderes do centrão disseram que a prática internacional recomenda a permanência do órgão na Economia.

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