10 maio 2021

A tesoura seletiva do Orçamento

Para manter o teto de gastos, todos os ministérios sofreram cortes no Orçamento de 2021. O destino do dinheiro é cada vez mais engessado: dos 2,7 trilhões aprovados pelo Congresso, sem incluir o dinheiro do refinanciamento da dívida, 92,6% são com as chamadas despesas obrigatórias, com destino certo.

Só do Ministério da Educação, Bolsonaro vetou R$ 3,9 bilhões – dinheiro suficiente para manter por um ano 148 mil bolsas de doutorado da Capes. O total orçado para gastos ambientais em 2021 é menor do que a média de valores efetivamente pagos durante o governo Dilma. As informações foram compiladas pelo Pindograma, site de jornalismo de dados. Confira no =igualdades. Leia mais AQUI.

O Censo 2021 foi cancelado por falta de verbas, mas, no dia 28 de abril, o ministro do STF Marco Aurélio Mello determinou que o governo federal realizasse a pesquisa. O Orçamento de 2021 destinou apenas R$ 53 milhões para a execução do Censo. O gasto em 2010 foi de aproximadamente R$ 2,04 bilhões, em valores corrigidos pelo IPCA. Enquanto isso, o governo federal orçou R$ 1,13 bilhão para a construção de submarinos em 2021.

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